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Análise do cérebro - Parte 1

  • Foto do escritor: crisborarte
    crisborarte
  • há 24 horas
  • 4 min de leitura

Cérebro




Análise do cérebro



1.1 Hipocampo

O hipocampo é uma estrutura S-dada forma dentro do aspecto central do lóbulo temporal que pode ser identificado como uma camada de neurônios densa embalados.


O hipocampo é dividido em três regiões: CA1, CA2, e CA3. Estas regiões formam o laço trilaminar, que é o centro de processamento da memória a longo prazo. A potenciação a longo prazo (LTP), que é um formulário da plasticidade neural, ocorre no hipocampo, e no LPT é um mecanismo vital do cérebro envolvido no armazenamento da memória.


Os processos complexos de codificação da memória no hipocampo e na recuperação das experiências do lóbulo frontal envolvem dois caminhos proeminentes: caminhos polysynaptic e directos. O caminho polysynaptic é importante para a memória semântica (factos e conceitos), e o caminho directo é importante para a memória episódico (recordação dos eventos) e espacial (reconhecimento). 


1.2  Amígdala

A amígdala faz parte do chamado cérebro profundo, no qual primam as emoções básicas, tais como a raiva ou o medo e também o instinto de sobrevivência.


É o que faz, por exemplo, que sejamos mais maleáveis do que qualquer parente evolutivo próximo, é a que nos permite escapar de situações de risco ou perigo, mas ela é também a que nos obriga a lembrar de nossos traumas infantis e tudo aquilo que nos fez sofrer em algum momento.


A amígdala cerebral tem uma relação direta com os transtornos de ansiedade. Os neurocientistas descobriram que existem pessoas que têm uma amígdala maior, o que aumenta o risco de sofrer de transtornos do humor.

Sabemos que a amígdala cerebral humana é capaz de extrair informações de maneira extremamente rápida sobre o que nos cerca, detectando riscos e ameaças (sem que sejam necessariamente reais).


Em pouco tempo, a sensação de medo é ativada para favorecer a fuga ou a defesa.

Posteriormente, essa sensação de medo e alerta também chega ao córtex cingulado anterior dorsal (localizado no lobo frontal). O que essa estrutura faz é amplificar a sensação de medo e bloquear os pensamentos mais racionais, porque quem domina o cérebro nesse momento é a emoção, é a angústia. E o que ela quer é nos fazer reagir.


1.3 Córtex pré-frontal

O córtex pré-frontal assegura funções relacionadas com:

  •  Atenção

  • Julgamento

  •  Perseverança

  • Controlo de impulsos

  • Organização

  • Automonitorização

  • Resolução de problemas

  • Pensamento crítico

  •  Antecipação

  • Aprender com a experiência

  • Sentir e expressar emoções

  • Interacção com o sistema límbico

  •  Empatia


E quando existem desregulações nesta área? Quando tal acontece, podemos encontrar pacientes com queixas variadas que afectam as suas capacidades cognitivas, emocionais e sociais. Estamos a falar das seguintes queixas:


  • Problemas em manter a atenção

  •  Distração fácil

  • Falta de perseverança

  • Problemas em controlar impulsos

  • Hiperatividade

  • Atrasos constantes/dificuldades em gerir o tempo

  •  Desorganização

  • Procrastinação (adiar constante de tarefas)

  • Dificuldades emocionais

  •  Mal-entendidos frequentes

  •  Baixa capacidade de julgamento

  •  Dificuldades em aprender com a experiência

  •  Problemas na memória a curto prazo

  •  Ansiedade social e de desempenho


 1. 4 Córtex occipital

Analisa as distâncias em relação à nossa posição, movimentos e tamanhos, e também processa a luz (cor).


Isso é algo que fazemos sem ter consciência, implica uma alta sofisticação neurológica, uma precisão absoluta, onde o lobo occipital nos permite nos movermos efetivamente no nosso dia a dia. É pequeno, mas altamente especializado e eficaz.


A nossa compreensão do mundo é baseada quase exclusivamente no sentido da visão. O lobo occipital processa os estímulos visuais de forma permanente, analisando distâncias, formas, cores, movimentos…


1.5 Cerebelo

Conhecido pelo por manter o equilíbrio corporal e controlar as atividades de diversos grupos musculares.


1.6 Tronco

Une o encéfalo( conjunto do tronco cerebral, cerebelo e cérebro, parte superior do sistema nervoso central que controla o organismo.) a medula espinhal.


1.7 Sistema nervoso

Nesse conjunto temos a distribuição dos nervos correlacionados aos demais tipos do sistema nervo.



O encéfalo e a medula espinhal formam uma unidade que constitui o eixo a partir do qual o sistema nervoso coordena todo o corpo humano. É o neuro-eixo, ou sistema nervoso central.


É ele orienta as funções das vísceras, regula o funcionamento das glândulas e, através de inúmeros receptores, capta as sensações do mundo exterior ou do próprio organismo e se encarrega de preparar respostas para essas sensações.


Enquanto uma parte de toda a estrutura nervosa ( sistema nervoso central e sistema nervoso periférico) coloca o indivíduo em contato com o meio, outra parte destina-se a manter em funcionamento o organismo do homem, controlando a vida vegetativa ou visceral. A primeira é a porção somática e a segunda corresponde ao sistema nervoso autônomo(também conhecido como sistema simpático), pois o trabalho dos órgãos internos independente do controle dom indivíduo.


Células muito especializadas, são capazes de captar estímulos exteriores, como calor, frío, dor( irritabilidade), e de conduzir os estímulos através do organismo, sob a forma de impulso nervoso (condutibilidade). Essas atribuições são exclusivas e cumpridas por numerosos neurônios.


Na estrutura do sistema nervoso, os neurônios ficam todos ligados uns a outros, formando as chamadas cadeias neuronais. Por essas cadeias, os impulsos nervosos caminham e são retransmitidos. A ligação entre um neurônio e outro, denominada sinapse, é feita entre a terminação do axônio de uma cèlula e os dendritos ou o corpo celular de outra. A direção do impulso é do corpo celular para o axônio. A sinapse é o “interruptor” encarregado de ligar ou desligar uma célula nervosa de outra.


1.8 Hipotálamo

O hipotálamo compreende estruturas e formações intracranianas: corpos mamilares, tuber cinéreo, infundíbulo, neuroipófise, tratos ópticos, quiasma óptico e lâmina terminal. É considerado como o mais elevado dos centros vegetativos do cèrebro. Dele partem impulsos que vão influenciar as células nervosas (neurônios) do sistema neurovegetativo, regulador de tecidos viscerais, como a musculatura lisa das vísceras e dos vasos, a musculatura cardíaca, todas as glândulas do organismo ainda os rins, entre outros órgãos.


Como controlador do sistema neurovegetativo, o hipotálamo intervém em numerosas funções orgânicas, que compreendem a manutenção do equilíbrio térmico, o controle da hipófise, o metabolismo, a circulação sanguínea, os estados emocionais, o mecanismo da vigília e do sono e, provavelmente, muitos outros, inclusive psicossomáticos. Aceleração cardíaca e aumento da pressão cardíaca, entre outros.


Além dos fatores fisiológicos, também os psíquicos estimulam a diurese. Muita gente diante de emoções mais fortes, como angústia e medo, sofre acidentes diuréticos. 

Além desses distúrbios mais conhecidos, as lesões do hipotálamo também podem determinar graves perturbações, como crises epilépticas, feminilização do homem e masculinização da mulher e, provavelmente, muitos outros distúrbios que ainda não foram suficientemente esclarecidos.


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