top of page

Análise do cérebro

  • Foto do escritor: crisborarte
    crisborarte
  • há 3 dias
  • 9 min de leitura
Cérebro e sua funções

1.1 Hipocampo


O hipocampo é uma estrutura S-dada forma dentro do aspecto central do lóbulo temporal que pode ser identificado como uma camada de neurônios densa embalados.


O hipocampo é dividido em três regiões: CA1, CA2, e CA3. Estas regiões formam o laço trilaminar, que é o centro de processamento da memória a longo prazo. A potenciação a longo prazo (LTP), que é um formulário da plasticidade neural, ocorre no hipocampo, e no LPT é um mecanismo vital do cérebro envolvido no armazenamento da memória.


Os processos complexos de codificação da memória no hipocampo e na recuperação das experiências do lóbulo frontal envolvem dois caminhos proeminentes: caminhos polysynaptic e directos. O caminho polysynaptic é importante para a memória semântica (factos e conceitos), e o caminho directo é importante para a memória episódico (recordação dos eventos) e espacial (reconhecimento). 


1.2  Amígdala


A amígdala faz parte do chamado cérebro profundo, no qual primam as emoções básicas, tais como a raiva ou o medo e também o instinto de sobrevivência.

É o que faz, por exemplo, que sejamos mais maleáveis do que qualquer parente evolutivo próximo, é a que nos permite escapar de situações de risco ou perigo, mas ela é também a que nos obriga a lembrar de nossos traumas infantis e tudo aquilo que nos fez sofrer em algum momento.


A amígdala cerebral tem uma relação direta com os transtornos de ansiedade. Os neurocientistas descobriram que existem pessoas que têm uma amígdala maior, o que aumenta o risco de sofrer de transtornos do humor.

Sabemos que a amígdala cerebral humana é capaz de extrair informações de maneira extremamente rápida sobre o que nos cerca, detectando riscos e ameaças (sem que sejam necessariamente reais).


Em pouco tempo, a sensação de medo é ativada para favorecer a fuga ou a defesa.

Posteriormente, essa sensação de medo e alerta também chega ao córtex cingulado anterior dorsal (localizado no lobo frontal). O que essa estrutura faz é amplificar a sensação de medo e bloquear os pensamentos mais racionais, porque quem domina o cérebro nesse momento é a emoção, é a angústia. E o que ela quer é nos fazer reagir.


1.3 Córtex pré-frontal


O córtex pré-frontal assegura funções relacionadas com:


  •  Atenção

  • Julgamento

  •  Perseverança

  • Controlo de impulsos

  • Organização

  • Automonitorização

  • Resolução de problemas

  • Pensamento crítico

  •  Antecipação

  • Aprender com a experiência

  • Sentir e expressar emoções

  • Interação com o sistema límbico

  •  Empatia


E quando existem desregulações nesta área? Quando tal acontece, podemos encontrar pacientes com queixas variadas que afectam as suas capacidades cognitivas, emocionais e sociais. Estamos a falar das seguintes queixas:


  • Problemas em manter a atenção

  •  Distração fácil

  • Falta de perseverança

  • Problemas em controlar impulsos

  • Hiperatividade

  • Atrasos constantes/dificuldades em gerir o tempo

  •  Desorganização

  • Procrastinação (adiar constante de tarefas)

  • Dificuldades emocionais

  •  Mal-entendidos frequentes

  •  Baixa capacidade de julgamento

  •  Dificuldades em aprender com a experiência

  •  Problemas na memória a curto prazo

  •  Ansiedade social e de desempenho


 1. 4 Córtex occipital


Analisa as distâncias em relação à nossa posição, movimentos e tamanhos, e também processa a luz (cor).


Isso é algo que fazemos sem ter consciência, implica uma alta sofisticação neurológica, uma precisão absoluta, onde o lobo occipital nos permite nos movermos efetivamente no nosso dia a dia. É pequeno, mas altamente especializado e eficaz.


A nossa compreensão do mundo é baseada quase exclusivamente no sentido da visão. O lobo occipital processa os estímulos visuais de forma permanente, analisando distâncias, formas, cores, movimentos…


1.5 Cerebelo


Conhecido pelo por manter o equilíbrio corporal e controlar as atividades de diversos grupos musculares.


1.6 Tronco


Une o encéfalo( conjunto do tronco cerebral, cerebelo e cérebro, parte superior do sistema nervoso central que controla o organismo.) a medula espinhal.


1.7 Sistema nervoso


Nesse conjunto temos a distribuição dos nervos correlacionados aos demais tipos do sistema nervoso.


O encéfalo e a medula espinhal formam uma unidade que constitui o eixo a partir do qual o sistema nervoso coordena todo o corpo humano. É o neuro-eixo, ou sistema nervoso central.

É ele orienta as funções das vísceras, regula o funcionamento das glândulas e, através de inúmeros receptores, capta as sensações do mundo exterior ou do próprio organismo e se encarrega de preparar respostas para essas sensações.


Enquanto uma parte de toda a estrutura nervosa ( sistema nervoso central e sistema nervoso periférico) coloca o indivíduo em contato com o meio, outra parte destina-se a manter em funcionamento o organismo do homem, controlando a vida vegetativa ou visceral. A primeira é a porção somática e a segunda corresponde ao sistema nervoso autônomo(também conhecido como sistema simpático), pois o trabalho dos órgãos internos independente do controle dom indivíduo.


Células muito especializadas, são capazes de captar estímulos exteriores, como calor, frío, dor( irritabilidade), e de conduzir os estímulos através do organismo, sob a forma de impulso nervoso (condutibilidade). Essas atribuições são exclusivas e cumpridas por numerosos neurônios.


Na estrutura do sistema nervoso, os neurônios ficam todos ligados uns a outros, formando as chamadas cadeias neuronais. Por essas cadeias, os impulsos nervosos caminham e são retransmitidos. A ligação entre um neurônio e outro, denominada sinapse, é feita entre a terminação do axônio de uma cèlula e os dendritos ou o corpo celular de outra. A direção do impulso é do corpo celular para o axônio. A sinapse é o “interruptor” encarregado de ligar ou desligar uma célula nervosa de outra.


1.8 Hipotálamo


O hipotálamo compreende estruturas e formações intracranianas: corpos mamilares, tuber cinéreo, infundíbulo, neuroipófise, tratos ópticos, quiasma óptico e lâmina terminal. É considerado como o mais elevado dos centros vegetativos do cèrebro. Dele partem impulsos que vão influenciar as células nervosas (neurônios) do sistema neurovegetativo, regulador de tecidos viscerais, como a musculatura lisa das vísceras e dos vasos, a musculatura cardíaca, todas as glândulas do organismo ainda os rins, entre outros órgãos.


Como controlador do sistema neurovegetativo, o hipotálamo intervém em numerosas funções orgânicas, que compreendem a manutenção do equilíbrio térmico, o controle da hipófise, o metabolismo, a circulação sanguínea, os estados emocionais, o mecanismo da vigília e do sono e, provavelmente, muitos outros, inclusive psicossomáticos. Aceleração cardíaca e aumento da pressão cardíaca, entre outros.


Além dos fatores fisiológicos, também os psíquicos estimulam a diurese. Muita gente diante de emoções mais fortes, como angústia e medo, sofre acidentes diuréticos. 


Memória


A essência de lembrar aquilo que já vivenciamos. A nossa identidade e composta com memórias do passado e senso do futuro.


Para manter a memória em bom estado, cabe analisar alguns fatores que ajudaram a melhorar.


A assimilação (é bom repetir a palavra, isso ajuda a lembrar) é a primeira etapa do processo de memorização. Inicialmente, as imagens, os diálogos, movimentos, cheiros etc. são captados pelos sentidos.


Os que têm mais facilidade de lembrar ou memorizar grandes coisas são aqueles que associam a memória do tipo de conteúdo ( número, letras), a histórias conhecidas, por exemplo, descrevem os números como se estivessem em uma canção.


O lugar tem uma dominação na memória, ou seja, quando um indivíduo perguntado o que aconteceu a algum tempo, o local em que esteve irá prevalecer no descrever.


Em resumo, a mente precisa de certos “auxílios”, que a ajudem a lembrar com mais facilidade, todavia, nem todos “auxílios” podem dar certo, pois, nessa era da informação, somos incapacitados de absorver todo esse conteúdo e se tentarmos acabaremos com danos colaterais.


Além do excesso de informações, a falta de memória pode ser provocada também pela depressão, pela ansiedade e pelo estresse.


O estresse, além de atrapalhar a concentração, pode interferir de outras maneiras.

Suspeita-se que ele encolha o hipocampo e libere hormônios que danificam as moléculas transportadoras de energia, deixando o cérebro sem força suficiente para operar.


E para conseguir minimizá-los, segundo a pesquisa, superinteressante. O sucesso da multiplicação dos neurônios depende basicamente de conseguir organizá-los. Do contrário, um crescimento desordenado poderia até virar um tumor. O NMDA (um tipo de neurotransmissor, a substância responsável pela comunicação entre os neurônios).


Criatividade



Associada a nossa imaginação a criatividade e de diversas formas uma grande aliada em várias profissões, pois precisamos dela para ideias novas e resoluções dos problemas.

A diversos estudos que apontam para a criatividade associada com o mundo dos sonhos, onde podemos até mesmo dormindo interpretar o problema até resolvê-lo ou senão pelo menos tentar.


Durante a pesquisa, publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), Beaty identificou que o pensamento criativo ocorre sobretudo no interior de três redes neurais.


São elas: a rede de modo padrão, usada quando o cérebro está gerando ideias e simplesmente imaginando; a rede de controle executivo, ativada para a tomada de decisões e avaliações de ideias; e a rede de saliência, usada para discernir quais ideias são relevantes e para facilitar a transição das ideias entre os modos padrão e executivo.

Sendo que para adquiri-las é preciso:


3.1 Capacidade de associação


É tida como a característica mais importante dos inovadores. As associações ocorrem quando o nosso cérebro tenta processar informações em sequência, dando-lhes lógica e coerência. 


 3.2 Questionamento


Sempre estar perguntando e questionando do porque irá fazer aquilo.


3.3  Observação


O inovador está sempre observando as coisas e tendo insights. Tem um perfil observador e detalhista, e todo mundo é alvo desse processo, como produtos, consumidores, tecnologias, estruturas e serviços.


3.4  Networking


No seu dia a dia, os inovadores usam o seu tempo e energia para testar ideias a partir de uma ampla rede de contatos, que apresentam diferentes bagagens culturais e perspectivas. 


3.5 Experimentação


A última habilidade consiste na experimentação, já que os inovadores experimentam as suas ideais constantemente, explorando o mundo de forma sensorial e intelectual. Não têm convicções sobre nada e sempre pensam em novas hipóteses.


 Emoção


De acordo com Abreu, as emoções primárias podem ser adaptativas ou desadaptativas.  Emoções Primárias Adaptativas são: raiva, tristeza e medo. Tais emoções possuem uma relação com a sobrevivência e ao bem-estar psicológico. São aquelas rápidas quando aparecem e mais velozes ainda quando partem. As Emoções Primárias Desadaptativas, são as emoções das quais as pessoas lamentam tê-las expressado de maneira tão intensa ou equivocada e freqüentemente se arrependem (2005).


Diz ainda Abreu:

As emoções secundárias tornam-se então uma categoria de emoções usadas pelo indivíduo para se proteger das primárias que muitas vezes são vergonhosas, ameaçadoras, embaraçosas ou dolorosas por natureza. Por exemplo: uma pessoa pode estar se sentindo deprimida, mas sua depressão pode estar encobrindo um sentimento primário de raiva. Aparecem freqüentemente quando ocorrem as tentativas (fracassadas) de controle ou julgamento das emoções primárias – ou seja, quando se procura evitar ou negar aquilo que se está sentido, acaba-se por sentir-se mais mal ainda. É assim que se tornam desadaptativas, pois levam o indivíduo a se auto desorganizar (2005).


O ser humano possui em seu cérebro uma estrutura chamada de sistema límbico, responsável pelas emoções e sentimentos. O sistema límbico, quando recebe um estímulo, sensitivo (Audição, paladar, visão, olfato), envia essas “informações” para o tálamo e  hipotálamo que elabora respostas aos estímulos através do sistema endócrino e do sistema nervoso autônomo. Automaticamente produzem respostas, ativando esses sistemas, e então temos um estado, que são as emoções e sentimentos manifestos. Sistema Límbico é o nome dado às estruturas cerebrais que coordenam o comportamento emocional e os impulsos motivacionais e é formado por diversas estruturas localizadas na base do cérebro.


O psicólogo norte-americano Paul Ekman é um dos pioneiros nas pesquisas relacionadas às emoções humanas. Em seu primeiro estudo, realizado através da observação da expressão facial de diversas pessoas, identificou as seis principais emoções humanas, que são: alegria, tristeza, raiva, nojo, medo e surpresa. Mais recentemente, outra pesquisa foi feita, dessa vez por especialistas da Universidade de Bakery, nos Estados Unidos, e foram detectados mais vinte e sete tipos de manifestações emocionais.


Vale lembrar que todos os seres humanos possuem condições de desenvolver e experimentar todas essas emoções, o que não significa que isso irá acontecer, pois as primárias, que foram as descobertas por Ekman, são as únicas universais, que estão sempre presentes, por assim dizer. Todo o restante pode variar de acordo com a cultura de cada povo e região.


Confira, a seguir, uma lista com os tipos de emoções identificados e saiba mais a respeito de cada uma delas.


1 – Admiração: grande respeito e consideração em relação a alguém.

2 – Adoração: intenso apreço por uma pessoa ou divindade, a ponto de venerá-la.

3 – Alegria: estado de grande satisfação e contentamento.

4 – Alívio: sensação de ter se livrado de uma grande carga, seja ela emocional ou física.

5 – Anseio: grande preocupação em relação a algo que ainda não aconteceu.

6 – Ansiedade: impaciência e agonia em relação a um acontecimento futuro.

7 – Apreciação Estética: contemplar a aparência de uma pessoa, objeto ou ambiente.

8 – Arrebatamento: agir de maneira precipitada.

9 – Calma: grande sensação de tranquilidade e paz.

10 – Confusão: desordem de pensamentos.

11 – Desejo: querer algo com grande intensidade.

12 – Dor Empática: se compadecer com o sofrimento do outro.

13 – Espanto: levar um susto após presenciar algo inesperado.

14 – Estranhamento: desconforto ao presenciar algo que considera incomum.

15 – Excitação: estado de intensa agitação.

16 – Horror: sentir repulsa por algo que lhe pareça ameaçador.

17 – Inveja: incômodo em relação à felicidade de outra pessoa.

18 – Interesse: sentir que algo que é digno de atenção.

19 – Medo: sensação de perigo que pode gerar paralisia ou fuga.

20 – Nojo: repulsa por algo que considera desagradável.


VOCÊ É FELIZ?


21 – Nostalgia: melancolia em relação a algo que aconteceu no passado e do qual se sente falta.

22 – Raiva: sensação de grande irritação que, muitas vezes, priva o indivíduo de raciocinar.

23 – Romance: emoção direcionada a alguém por quem se está apaixonado.

24 – Satisfação: contentamento que se sente quando o que deseja acontece.

25 – Surpresa: alegrar-se em relação a uma situação inesperada.

26 – Tédio: desgosto em relação a algo que parece não ter fim; seja um dia de trabalho ou sem nada para fazer.

27 – Tristeza: falta de alegria causada por algum desgosto.


Nisso elas promovem:


Aspecto fisiológico: promovendo mudanças físicas no corpo; 

Aspecto Cognitivo: enfatizando a importância de cada pensamento, expectativa e crença, que determina o tipo e a intensidade de cada emoção; 

Aspecto comportamental:  as diversas formas de expressão de cada emoção; 

JORNAL O TEMPO (2020), As emoções também afetam a imunidade. A proteção do corpo está diretamente ligada a fatores psicossociais. 


Os conteúdos aqui apresentados foram elaborados a partir de estudos em livros, enciclopédias, sites especializados e com o auxílio de inteligência artificial. Dados de 2020.

Comentários


bottom of page